A eliminação em locais inadequados é um grande incômodo para diversos gateiros, mas você já parou para pensar que seu gatinho também pode estar sofrendo?


Apontada como uma das questões mundialmente mais comuns em relação a queixas comportamentais dos gatos, a eliminação em locais inadequados leva ao abandono de animais e a falta de tratamentos adequados, o que muitas vezes resulta em questões de saúde e psicológicas ainda mais graves.


Urinar ou defecar fora da caixinha de areia pode parecer uma questão simples e que possa ser resolvida com um adestramento, já que o gato parece “não estar acertando o local de eliminar”, a caixinha de areia, mas não é bem assim! Gatos utilizam seus instintos para identificarem o local de eliminar, e quando a caixa de areia está de acordo com os aspectos ideais para a espécie, facilmente eles utilizam o local como “banheiro” e a tendência é dar tudo certo. Quando o gatinho não elimina na caixa, ou utiliza a caixa e outros locais da casa, significa que algo não está bem com seu gatinho.


Eliminar em objetos, parede, eletrodomésticos, ralos, pias, tapetes, cama, sofá, porta, janela, portão, cantos dos cômodos ou ainda ao lado da caixa de areia são sinais de que a saúde física e/ou psicológica do seu gatinho pode estar prejudicada. Estresse ambiental, social, manejo inadequado da caixa de areia e questões de saúde podem estar associados à este comportamento que vai além do indesejado.


Muitas vezes os tutores associam este comportamento a “birra” ou “para chamar atenção”, e neste caso fique alerta, pois essa chamada pode ser para pedir socorro!!! Geralmente gatos não manifestam sintomas de doenças e a eliminação inadequada pode ser uma forma de te mostrar que algo não está bem, um legítimo pedido de socorro!


As causas clínicas mais comuns são as relacionadas ao trato urinário, como cistites idiopáticas e a Síndrome de Pandora que apesar de terem manifestação em trato urinário possuem um componente emocional envolvido e necessita de cuidados veterinários e comportamentais em conjunto. Outras causas vão além do trato urinário. Podemos ter a presença de dores articulares impedindo que seu gato consiga se posicionar e sustentar o peso para defecar ou urinar na caixinha e se for um gatinho idoso essa atenção deve ser redobrada pois existem muitas possibilidades que levem à eliminação inapropriada.


Questões relacionadas ao comportamento podem envolver a eliminação por marcação territorial, geralmente vinculada a estresse social e/ou ambiental como: alterações na rotina, chegada de um novo animal, conflitos entre gatos, desajuste ambiental, ansiedade, entre outros. A eliminação em locais inadequados pode ser tanto uma consequência de uma questão comportamental ou clínica anterior, assim como pode levar a demais questões físicas e mentais quando não investigada e tratada da maneira ideal.


Como trata-se de um assunto vasto e delicado, o importante é que você saiba que seu gatinho não está fazendo de propósito, por isso, não resolverá repreendê-lo. Borrifadores de água, gritos e chamar seu gato para ver onde ele fez “errado” não auxiliará a solucionar, pelo contrário, pode agravar a situação clínica e psicológica do seu bichano.


Seu gatinho está eliminando fora da caixinha de areia? Ele está te pedindo socorro!!! Procure ajuda de um médico veterinário e um profissional especializado em comportamento felino para que as causas sejam identificadas e tratadas, assim você e seu gatinho terão harmonia e bem-estar garantido.



Por:


Dra. Juliana Damasceno (Bióloga, Mestre e Doutora em Psicobiologia)

Estela Pazos (Médica Veterinária de Felinos)




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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Atualizado: 15 de Out de 2020

Quando o assunto é “plantas e gatos”, todo gateiro se preocupa e com razão, pois algumas plantas podem ser até mesmo fatais para nossos bichanos. Ao mesmo tempo, eles adoram interagir com elas. Mas afinal, quais são as perigosas? Quais são “indefesas” e quais eles podem consumir?



A atratividade por plantas é um comportamento comum em gatos, sua natureza felina tem por hábito ocupar locais cheios de vegetação e árvores. Eles se sentem atraídos para esfregarem seus corpos e arranharem, deixando marcações odoríferas corporais, cheirarem, investigando odoriferamente aquele objeto em seus territórios, assim como ingerirem, para auxiliar na redução de bolas de pelo. No entanto, algumas plantas que são comuns para termos em casa, podem promover sérias consequências se ingeridas.


Como mecanismo de defesa ou atrativos para espécies polinizadoras, algumas plantas podem ser dotadas de substâncias que são tóxicas a alguns seres, incluindo humanos e animais. Várias dessas substâncias tóxicas podem causar envenenamentos graves em seres humanos ou em animais domésticos quando são ingeridas ou em contato com a pele. No entanto, a simples presença dessas substâncias em uma determinada espécie vegetal parece não ser suficiente para qualificá-la como tóxica. Muitos animais são adaptados à presença de determinadas toxinas e possuem mecanismos de detoxificação, podendo se alimentar de plantas que as possuem sem se envenenar, enquanto outros não. O primeiro requisito para suspeitar da possível toxicidade de uma planta é o relato de uma pessoa ou observação de animais que tenham desenvolvido um quadro clínico após a ingestão ou contato com a espécie.


Todavia, pode acontecer de outro organismo ter contato com a mesma planta e não haver sintomatologia aparente. Isso pode ser consequência de um ou mais fatores associados, tornando incerta a condição de planta tóxica admitida anteriormente. Nesse sentido, para a qualificação de uma planta como tóxica ou não, é necessário ter em mente as seguintes variáveis:


1) Diferentes partes de uma planta (raiz, caule, flores, frutos e sementes) frequentemente contém diferentes substâncias químicas ou diferentes concentrações de uma mesma substância. Ex: A mamona, cujas sementes apresentam grandes quantidades da proteína tóxica ricina, enquanto que as folhas apresentam apenas traços dessa proteína. (Schvartsman, 1979)


2) A idade da planta e o estado de amadurecimento dos frutos contribuem para a variação nas concentrações das substâncias. A escopolamina, por exemplo, é o principal alcaloide presente em espécies jovens da planta Saia Branca - Brumansia suaveolens (Wild.) Bercht. & C. Presl - enquanto que a histocianina é predominante nas plantas mais velhas (Schvartsman, 1979). Os taninos estão em geral presentes em frutos verdes e praticamente ausentes nos frutos maduros.


3) Clima, solo e estação do ano alteram a síntese de alguns compostos. Existem relatos de cultivares diferentes da mesma espécie ou variedade apresentando diferentes constituições de algumas substâncias.


4) Patologias vegetais podem induzir o vegetal a produzir substâncias que normalmente não produz.


5) Quantidade ingerida ou à maneira da ingestão (bem ou mal mastigados).


6) Indivíduos diferentes apresentam diferentes taxas de sensibilização a certos compostos vegetais.


Portanto, diversas plantas podem trazer riscos, mesmo não sendo consideradas tóxicas. Desta forma, é importante estar atento aos cuidados que cada planta exige e mesmo que sejam espécies que não estejam listadas como tóxicas, não deixá-las ao alcance dos animais.



Quais são as plantas consideradas tóxicas para os gatos?


Seguem abaixo algumas plantas consideradas tóxicas e que podem ser comuns em residências brasileiras:



Estes são alguns exemplos de plantas tóxicas, o que não ausenta o risco de demais plantas que não estão nesta listagem causarem risco aos gatos.


O site internacional https://www.aspca.org/pet-care/animal-poison-control/toxic-and-non-toxic-plants apresenta as espécies que podem ser nocíveis aos felinos. Caso você tenha dúvidas em relação a uma espécie de planta, basta digitar o nome científico no site, que ele mostrará caso a planta não seja segura.



Quais Plantas são seguras para termos em casa com gatos?


Algumas plantas podem não apresentar risco aos felinos por não possuírem compostos tóxicos, mas lembrando que o que infere a classificação à uma planta ser tóxica ou não, são diversos fatores que citamos acima, incluindo características individuais e a saúde da planta. Por isso, a listagem abaixo são indicações para termos em casas com felinos, no entanto, recomendamos que sejam mantidas fora de acesso.




Uma lista mais completa de plantas tóxicas ou não tóxicas para gatos é possível ser encontrada no link: https://www.aspca.org/pet-care/animal-poison-control/cats-plant-list

Quais plantas meu gatinho pode interagir e ingerir?


Algumas plantas podem ser benéficas para a saúde e bem-estar comportamental dos gatos, enriquecendo o sistema olfativo dos felinos. Gramíneas como as plantinhas que crescem da germinação do milho-de-pipoca, grão-de-trigo e alpiste, podem ser oferecidas para ingestão, auxiliando na expulsão de bolas de pelo que podem ficar presas no sistema digestivo dos gatos, causando incômodo e podendo causar complicações respiratórias e gastrointestinais. Outras ervas aromáticas podem ser oferecidas disponíveis no ambiente para a interação dos gatos como: erva-do-gato (catnip), hortelã, alecrim, manjericão, sálvia, erva-cidreira, entre outras. Os aromas destas ervas promovem estimulação ao olfato, podendo gerar reações ativas nos bichanos, engajando-os a brincar ou esfregar o corpo, promovendo marcações corporais. Vale ressaltar que as ervas citadas são indicadas para a interação e não para a ingestão. Embora o catnip (Nepeta cataria) seja considerado segura para os bichanos, estimulando comportamentos ativos de marcação corporal, é importante ficar atento em relação à ingestão em grandes quantidades. O componente Nepectalona existente na erva, pode ser tóxico e promover alterações gastrointestinais como vômitos e diarreia, assim como no caso da erva-cidreira. Portanto, ofereça as ervas indicadas para a interação sempre sob supervisão.


O ideal é oferecer sempre plantinhas que os felinos possam ingerir, como gramíneas, e recomendamos sempre alternar as ervas aromáticas oferecidas, para sempre gerar mais interesse e exploração.




Deixe sempre as plantinhas que seu gatinho pode interagir e/ou ingerir próximas aos locais de passagem dele, em ambiente fresco e arejado. Caso não identifique que seu gatinho esteja interagindo, alterne a localização ou estimule-o auxiliando a exploração durante momentos ativos e de brincadeiras.



Pronto, você e seu gato agora podem desfrutar da beleza que a natureza nos proporciona em sua flora. Com segurança e bem-estar.


Caso tenha dúvidas sobre a toxicidade de alguma plantinha que você tenha em casa acesse: https://www.aspca.org/


Por:


Dra. Juliana Damasceno (Bióloga, Mestre e Doutora em Psicobiologia)

Estela Pazos (Médica Veterinária de Felinos)

Dr. José Ricardo Barosella (Entomólogo, Técnico do Laboratório de Sistemática de Plantas, USP)

MSc. Laura Fernandes Afonso (Botânica do Laboratório de Sistemática de Plantas, USP)

MSc. Sandra Jules Gomes da Silva (Botânica)




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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A figura do gato doméstico é envolta por diversos mitos construídos por nossa cultura no decorrer dos anos. Muitos deles prejudicam a imagem de um bom companheiro como: ser "traiçoeiro", "não ser carinhoso", "ser interesseiro", "dar azar" e outros podem até mesmo parecer "favorecer" a ideia em se adquirir um gato como animal de companhia, como o de "ser independente". E você, nosso querido gateiro wellfelinx? Acha que seu bichano é independente?


A resposta é: "Mito", gatos não são tão independentes quanto pode-se pensar. Este mito da independência dos felinos domésticos, deve-se a sua característica de comportamentos mais próximos do selvagem e a impressão de pouca requisição de atenção e cuidados ao compararmos gatos a cães, mas engana-se quem pensa que gatos não exigem cuidados ou que não "se apegam" aos seus tutores. Gatos são animais domésticos e uma espécie muito diferente do cão, por isso exigem cuidados diferenciados, e não ausência ou menor necessidade de cuidados.

A ausência de cuidados ideais pode gerar diversas complicações na saúde física e psicológica dos felinos, como: patologias oriundas de estresse, complicações decorrentes da ansiedade, eliminação fora da caixa de areia, conflitos entre gatos, agressividade, automutilação, obesidade, entre outros. Os gatos estão crescendo cada vez mais como animais de companhia, pois o comportamento da espécie é mais adaptável ao nosso cotidiano agitado.



Seu hábito crepuscular, que concentra seus níveis de atividade ao amanhecer e entardecer (noite), coincide, geralmente, com nossos horários livres (horário comercial). Outro ponto de facilidade na adaptação é a praticidade para o local de eliminação (caixa de areia), assim como a flexibilização em se adaptarem em locais menores, como apartamentos. Mas é extremamente importante prover os cuidados específicos, considerando as necessidades da espécie, as características individuais de cada gato, idade, assim como o número de animais que compartilham o mesmo ambiente.


O gato necessita de cuidados, como recursos ideais disponíveis em quantidades e localizações apropriadas, atividades e enriquecimento ambiental adequados incluindo contato social principalmente o humano realizado de maneira positiva, consistente e previsível. No entanto, eles demonstram afeto e "apego" aos seus tutores em sua maneira felina de ser. Uma pesquisa recente publicada em 2019 pela revista científica Current Biology, demonstrou que gatos domésticos demonstram um nível de ligação social a seus tutores, na mesma proporção que crianças e cães o fazem.


A ausência de cuidados apropriados e a própria ausência do contato ideal com os tutores pode gerar um transtorno comportamental denominado como “ansiedade de separação” ou “hiper-apego” ainda pouco estudado pela literatura, mas que vem ganhando enfoque em pesquisas e assiduidade em consultorias comportamentais de felinos.


A ausência da presença e contato com os tutores, e a ausência da renovação de suas necessidades, incluindo contato social positivo é prejudicial ao bem-estar físico e emocional dos felinos domésticos. Assim sendo, é imprescindível a aquisição de um serviço especializado para estes os cuidados específicos quando o tutor se ausentar por mais de 24 horas. Para isso profissionais intitulados cat sitters atuam na área de cuidados essenciais para o bem-estar dos gatos na ausência de seus tutores.


Portanto, é fundamental o conhecimento sobre a espécie felina, os cuidados necessários ideais, para um manejo diário que mantenha a saúde física e psicológica dos gatos em estado satisfatório. Um manejo que considere as necessidades apropriadas e a “dependência” dos gatos domésticos para que esses cuidados sejam providos por seus tutores.


E seus bichanos? São dependentes ou independentes de cuidados e contato social?


Dra Juliana Damasceno

Bióloga, mestre e Doutora em Psicobiologia

Fundadora da Wellfelis


Referências:


VITALE, Kristyn R.; BEHNKE, Alexandra C.; UDELL, Monique AR. Attachment bonds between domestic cats and humans. Current Biology, v. 29, n. 18, p. R864-R865, 2019.

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