Atualizado: há 5 dias

Quando o assunto é “plantas e gatos”, todo gateiro se preocupa e com razão, pois algumas plantas podem ser até mesmo fatais para nossos bichanos. Ao mesmo tempo, eles adoram interagir com elas. Mas afinal, quais são as perigosas? Quais são “indefesas” e quais eles podem consumir?



A atratividade por plantas é um comportamento comum em gatos, sua natureza felina tem por hábito ocupar locais cheios de vegetação e árvores. Eles se sentem atraídos para esfregarem seus corpos e arranharem, deixando marcações odoríferas corporais, cheirarem, investigando odoriferamente aquele objeto em seus territórios, assim como ingerirem, para auxiliar na redução de bolas de pelo. No entanto, algumas plantas que são comuns para termos em casa, podem promover sérias consequências se ingeridas.


Como mecanismo de defesa ou atrativos para espécies polinizadoras, algumas plantas podem ser dotadas de substâncias que são tóxicas a alguns seres, incluindo humanos e animais. Várias dessas substâncias tóxicas podem causar envenenamentos graves em seres humanos ou em animais domésticos quando são ingeridas ou em contato com a pele. No entanto, a simples presença dessas substâncias em uma determinada espécie vegetal parece não ser suficiente para qualificá-la como tóxica. Muitos animais são adaptados à presença de determinadas toxinas e possuem mecanismos de detoxificação, podendo se alimentar de plantas que as possuem sem se envenenar, enquanto outros não. O primeiro requisito para suspeitar da possível toxicidade de uma planta é o relato de uma pessoa ou observação de animais que tenham desenvolvido um quadro clínico após a ingestão ou contato com a espécie.


Todavia, pode acontecer de outro organismo ter contato com a mesma planta e não haver sintomatologia aparente. Isso pode ser consequência de um ou mais fatores associados, tornando incerta a condição de planta tóxica admitida anteriormente. Nesse sentido, para a qualificação de uma planta como tóxica ou não, é necessário ter em mente as seguintes variáveis:


1) Diferentes partes de uma planta (raiz, caule, flores, frutos e sementes) frequentemente contém diferentes substâncias químicas ou diferentes concentrações de uma mesma substância. Ex: A mamona, cujas sementes apresentam grandes quantidades da proteína tóxica ricina, enquanto que as folhas apresentam apenas traços dessa proteína. (Schvartsman, 1979)


2) A idade da planta e o estado de amadurecimento dos frutos contribuem para a variação nas concentrações das substâncias. A escopolamina, por exemplo, é o principal alcaloide presente em espécies jovens da planta Saia Branca - Brumansia suaveolens (Wild.) Bercht. & C. Presl - enquanto que a histocianina é predominante nas plantas mais velhas (Schvartsman, 1979). Os taninos estão em geral presentes em frutos verdes e praticamente ausentes nos frutos maduros.


3) Clima, solo e estação do ano alteram a síntese de alguns compostos. Existem relatos de cultivares diferentes da mesma espécie ou variedade apresentando diferentes constituições de algumas substâncias.


4) Patologias vegetais podem induzir o vegetal a produzir substâncias que normalmente não produz.


5) Quantidade ingerida ou à maneira da ingestão (bem ou mal mastigados).


6) Indivíduos diferentes apresentam diferentes taxas de sensibilização a certos compostos vegetais.


Portanto, diversas plantas podem trazer riscos, mesmo não sendo consideradas tóxicas. Desta forma, é importante estar atento aos cuidados que cada planta exige e mesmo que sejam espécies que não estejam listadas como tóxicas, não deixá-las ao alcance dos animais.



Quais são as plantas consideradas tóxicas para os gatos?


Seguem abaixo algumas plantas consideradas tóxicas e que podem ser comuns em residências brasileiras:



Estes são alguns exemplos de plantas tóxicas, o que não ausenta o risco de demais plantas que não estão nesta listagem causarem risco aos gatos.


O site internacional https://www.aspca.org/pet-care/animal-poison-control/toxic-and-non-toxic-plants apresenta as espécies que podem ser nocíveis aos felinos. Caso você tenha dúvidas em relação a uma espécie de planta, basta digitar o nome científico no site, que ele mostrará caso a planta não seja segura.



Quais Plantas são seguras para termos em casa com gatos?


Algumas plantas podem não apresentar risco aos felinos por não possuírem compostos tóxicos, mas lembrando que o que infere a classificação à uma planta ser tóxica ou não, são diversos fatores que citamos acima, incluindo características individuais e a saúde da planta. Por isso, a listagem abaixo são indicações para termos em casas com felinos, no entanto, recomendamos que sejam mantidas fora de acesso.




Uma lista mais completa de plantas tóxicas ou não tóxicas para gatos é possível ser encontrada no link: https://www.aspca.org/pet-care/animal-poison-control/cats-plant-list

Quais plantas meu gatinho pode interagir e ingerir?


Algumas plantas podem ser benéficas para a saúde e bem-estar comportamental dos gatos, enriquecendo o sistema olfativo dos felinos. Gramíneas como as plantinhas que crescem da germinação do milho-de-pipoca, grão-de-trigo e alpiste, podem ser oferecidas para ingestão, auxiliando na expulsão de bolas de pelo que podem ficar presas no sistema digestivo dos gatos, causando incômodo e podendo causar complicações respiratórias e gastrointestinais. Outras ervas aromáticas podem ser oferecidas disponíveis no ambiente para a interação dos gatos como: erva-do-gato (catnip), hortelã, alecrim, manjericão, sálvia, erva-cidreira, entre outras. Os aromas destas ervas promovem estimulação ao olfato, podendo gerar reações ativas nos bichanos, engajando-os a brincar ou esfregar o corpo, promovendo marcações corporais. Vale ressaltar que as ervas citadas são indicadas para a interação e não para a ingestão. Embora o catnip (Nepeta cataria) seja considerado segura para os bichanos, estimulando comportamentos ativos de marcação corporal, é importante ficar atento em relação à ingestão em grandes quantidades. O componente Nepectalona existente na erva, pode ser tóxico e promover alterações gastrointestinais como vômitos e diarreia, assim como no caso da erva-cidreira. Portanto, ofereça as ervas indicadas para a interação sempre sob supervisão.


O ideal é oferecer sempre plantinhas que os felinos possam ingerir, como gramíneas, e recomendamos sempre alternar as ervas aromáticas oferecidas, para sempre gerar mais interesse e exploração.




Deixe sempre as plantinhas que seu gatinho pode interagir e/ou ingerir próximas aos locais de passagem dele, em ambiente fresco e arejado. Caso não identifique que seu gatinho esteja interagindo, alterne a localização ou estimule-o auxiliando a exploração durante momentos ativos e de brincadeiras.



Pronto, você e seu gato agora podem desfrutar da beleza que a natureza nos proporciona em sua flora. Com segurança e bem-estar.


Caso tenha dúvidas sobre a toxicidade de alguma plantinha que você tenha em casa acesse: https://www.aspca.org/


Por:


Dra. Juliana Damasceno (Bióloga, Mestre e Doutora em Psicobiologia)

Estela Pazos (Médica Veterinária de Felinos)

Dr. José Ricardo Barosella (Entomólogo, Técnico do Laboratório de Sistemática de Plantas, USP)

MSc. Laura Fernandes Afonso (Botânica do Laboratório de Sistemática de Plantas, USP)

MSc. Sandra Jules Gomes da Silva (Botânica)




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ALTÉS, A.C. (2014) CYCLAMEN SP. PLANTES ORNAMENTALS TÒXIQUES, p. 52.

Barroso, G. M.; Peixoto, A. L.; Ichaso; C. L. F.; Guimarães, E. F. & Costa, C. G. 2002. Sistemática de Angiospermas do Brasil. Vol. 1. 2ª ed. Editora da Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 443p.


COSTA, A.F. (1978). Farmacognosia, 2ª. Ed., V. II. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

EVANS, F.J. & EDWARDS, M.C. (1987). Activity correlations in the phorbol ester series. In Jury, S.L.; Reynolds,T.; Cutler,D.F.; Evans, FJ. (eds.) (1987). The Euphorbiales chemistry, taxonomy & economy botany. Linnean Society, Academic Press, London.


FIASCHI, P., & PIRANI, J. R. (2005). Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Araliaceae. Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo, 267-275.


MESSONNIER, Shawn P.; GFELLER, Roger W. Manual de toxicologia e envenenamentos em pequenos animais. Editora Roca, 2006.


HARBONE, J.B. & BAXTER, H. (1995). Phytochemical dictionary: a handbook of bioactive compounds from plants. Taylor & Francis, London.

JOLY, A.B. (1987). Botânica: introdução à taxonomia vegetal, 5ª Ed. Editora Nacional, São Paulo.

Judd, W. S., Campbell, C. S., Kellogg, E. A., Stevens, P. F., & Donoghue, M. J. (2009). Sistemática Vegetal-: Um Enfoque Filogenético. Artmed Editora.


MASSMANIAN, A. (1995). Severe contact dermatites due natural látex. Contact dermatites 32:364.


MORT, M. E., SOLTIS, D. E., SOLTIS, P. S., FRANCISCO-ORTEGA, J., & SANTOS-GUERRA, A. (2001). Phylogenetic relationships and evolution of Crassulaceae inferred from matK sequence data. American Journal of Botany, 88(1), 76-91.


DE OLIVEIRA, R. B., DE GODOY, S. A. P., & DA COSTA, F. B. (2003). Plantas tóxicas: conhecimento e prevenção de acidentes. Holos, Editora.


DE OLIVEIRA, R. R., & PASIN, L. A. A. P. (2017). Ocorrência de oxalato de cálcio em plantas não relatadas como tóxicas. Revista Científica da FEPI-Revista Científic@ Universitas.

PISTELLI, L.; CHIELLINI, E.E. & MORELLI, I. (2000). Flavonois from Ficus pumila. Biochemical Systematics and Ecology 28: 287-289.


POSER, G.L., & MENTZ, L.A. (2001). Diversidade biológica e sistemas de classificação. In: Simões, C.M.O.; Schenkel, E.P.; Gosmann, G.; Mello, J.C.P.; Mentz, L.A.; Petrovick, P.R. (eds). Farmocognosia: da planta ao medicamento. 3ª. Ed. Editora Universidade/ UFRGS, Porto Alegre.


RAUBER, M.D. (1985). Observations on the idioblasto f Dieffenbachia. Clinical Toxicology 23 (2-3): 79-90.

Raven, J. A., & Smith, F. A. (1976). The evolution of chemiosmotic energy coupling. Journal of theoretical biology. 57(2), 301-312.

RIBOLDI, E.O. Intoxicação em pequenos animais: uma revisão. Porto Alegre: UFRGS, 2010.


SANTOS, R.I. (2001). Metabolismo básico e origem dos metabólitos secundários. In: Simões,C.M.O.; Schenkel, E.P.; Gosmann, G.; Mello, J.C.P.; Mentz, L.A., Petrovick, P.R. (eds). Farmacognosia: da planta ao medicamento. 3ª. Ed. Editora Universidade/ UGRGS, Porto Alegre.

SCHVRTSMAN, S. (1979). Plantas venenosas. Sarvier, São Paulo.


SILVA, L. C. Plantas ornamentais tóxicas presentes no shopping Riverside Walk em Teresina – PI. Revista Brasileira de Arborização Urbana, Piracicaba, v.4, n.3, p.69-85, 2009.


SMALL, J. K., & RYDBERG, P. A. (1905). Hydrangeaceae. North American Flora, 22, 159-178.


SOUZA, V. C., & LORENZI, H. (2008). Botânica Sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil. Baseado em APG II. 2nd ed. Instituto Plantarum, Nova Odessa.


VICKERY, M.L.; VICKERY, B. (1981). Secondary Plant Metabolsim. The Macmillan Press Ltd., Hong Kong.

682 visualizaçõesEscreva um comentário

A figura do gato doméstico é envolta por diversos mitos construídos por nossa cultura no decorrer dos anos. Muitos deles prejudicam a imagem de um bom companheiro como: ser "traiçoeiro", "não ser carinhoso", "ser interesseiro", "dar azar" e outros podem até mesmo parecer "favorecer" a ideia em se adquirir um gato como animal de companhia, como o de "ser independente". E você, nosso querido gateiro wellfelinx? Acha que seu bichano é independente?


A resposta é: "Mito", gatos não são tão independentes quanto pode-se pensar. Este mito da independência dos felinos domésticos, deve-se a sua característica de comportamentos mais próximos do selvagem e a impressão de pouca requisição de atenção e cuidados ao compararmos gatos a cães, mas engana-se quem pensa que gatos não exigem cuidados ou que não "se apegam" aos seus tutores. Gatos são animais domésticos e uma espécie muito diferente do cão, por isso exigem cuidados diferenciados, e não ausência ou menor necessidade de cuidados.

A ausência de cuidados ideais pode gerar diversas complicações na saúde física e psicológica dos felinos, como: patologias oriundas de estresse, complicações decorrentes da ansiedade, eliminação fora da caixa de areia, conflitos entre gatos, agressividade, automutilação, obesidade, entre outros. Os gatos estão crescendo cada vez mais como animais de companhia, pois o comportamento da espécie é mais adaptável ao nosso cotidiano agitado.



Seu hábito crepuscular, que concentra seus níveis de atividade ao amanhecer e entardecer (noite), coincide, geralmente, com nossos horários livres (horário comercial). Outro ponto de facilidade na adaptação é a praticidade para o local de eliminação (caixa de areia), assim como a flexibilização em se adaptarem em locais menores, como apartamentos. Mas é extremamente importante prover os cuidados específicos, considerando as necessidades da espécie, as características individuais de cada gato, idade, assim como o número de animais que compartilham o mesmo ambiente.


O gato necessita de cuidados, como recursos ideais disponíveis em quantidades e localizações apropriadas, atividades e enriquecimento ambiental adequados incluindo contato social principalmente o humano realizado de maneira positiva, consistente e previsível. No entanto, eles demonstram afeto e "apego" aos seus tutores em sua maneira felina de ser. Uma pesquisa recente publicada em 2019 pela revista científica Current Biology, demonstrou que gatos domésticos demonstram um nível de ligação social a seus tutores, na mesma proporção que crianças e cães o fazem.


A ausência de cuidados apropriados e a própria ausência do contato ideal com os tutores pode gerar um transtorno comportamental denominado como “ansiedade de separação” ou “hiper-apego” ainda pouco estudado pela literatura, mas que vem ganhando enfoque em pesquisas e assiduidade em consultorias comportamentais de felinos.


A ausência da presença e contato com os tutores, e a ausência da renovação de suas necessidades, incluindo contato social positivo é prejudicial ao bem-estar físico e emocional dos felinos domésticos. Assim sendo, é imprescindível a aquisição de um serviço especializado para estes os cuidados específicos quando o tutor se ausentar por mais de 24 horas. Para isso profissionais intitulados cat sitters atuam na área de cuidados essenciais para o bem-estar dos gatos na ausência de seus tutores.


Portanto, é fundamental o conhecimento sobre a espécie felina, os cuidados necessários ideais, para um manejo diário que mantenha a saúde física e psicológica dos gatos em estado satisfatório. Um manejo que considere as necessidades apropriadas e a “dependência” dos gatos domésticos para que esses cuidados sejam providos por seus tutores.


E seus bichanos? São dependentes ou independentes de cuidados e contato social?


Dra Juliana Damasceno

Bióloga, mestre e Doutora em Psicobiologia

Fundadora da Wellfelis


Referências:


VITALE, Kristyn R.; BEHNKE, Alexandra C.; UDELL, Monique AR. Attachment bonds between domestic cats and humans. Current Biology, v. 29, n. 18, p. R864-R865, 2019.

259 visualizaçõesEscreva um comentário

O Estresse pode acometer os felinos de diversas formas e trazer sérias consequências que comprometem a saúde física, mental e social dos nossos felinos. Veja como podemos identificar e quais são os sinais.

Nossos gatinhos são animais que preservam seus comportamentos naturais e como na natureza possuem a posição de serem predadores, mas também presa, seus mecanismos de defesa são bem eficazes. Uma estratégia importante de defesa para eles na natureza, é simplesmente não demonstrar sua fragilidade enquanto enfermo, pois animais doentes estão mais susceptíveis a predação. Por isso, nossos gatinhos tendem a esconder seus sintomas de questões clínicas e psicológicas, mas eles sempre podem nos dar sinais sutis, ou não tão sutis, basta sabermos e compreendermos sobre certos comportamentos.


O estresse prejudicial ao organismo é definido como uma condição onde a previsibilidade e a capacidade de controle pelo animal está comprometida, condição esta que excede a capacidade regulatória do organismo, prejudicando assim seu bem-estar físico e psicológico. O estresse em gatos ocorre mais comumente do que imaginamos e pode ser causado por diversos fatores que ocorrem de maneira isolada ou concomitantes (mais fatores influenciando conjuntamente).


O controle e a previsibilidade (rotina) do ambiente são extremamente importantes para o bem-estar felino, pois como animais territorialistas, predadores e presas na natureza, o controle do ambiente é fundamental para a preservação de sua sobrevivência. Agentes estressores podem promover respostas de alterações fisiológicas, comportamentais e psicológicas nos gatos.


Mas o que são agentes estressores e como podemos identificar se nosso gatinho está sendo influenciado por eles?


Os agentes estressores são estímulos que podem prejudicar a saúde única do nosso gato, influenciando no aspecto físico, mental ou social, afetando assim o bem-estar dele. Para considerarmos o que pode promover um estresse prejudicial (estresse crônico) no bem-estar do nosso felino é importante considerar características específicas da espécie, assim como, fatores que podem influenciar o indivíduo propriamente, considerando sua individualidade.


Para nossos felinos domésticos, alguns agentes estressores podem ser aversivos em relação a intervenções em seu ambiente, como:


· mudança na rotina (horários do trabalho do tutor, viagem do tutor, alterações na forma de alimentação, chegada de uma nova pessoa ou outro animal na casa, reforma na residência, mudança repentina dos móveis ou objetos do gato, etc;

· barulho (obras, outros animais, etc);

· chegada de um novo gato;

· contatos negativos com as pessoas (tutores ou desconhecidas, como excesso de manipulação, tentativas enfáicas de aproximação);

· odores desconhecidos no ambiente (odores de produtos, outros animais, objetos, etc);

· mudança de residência;

· privação (de alimento, contato, outros);

· conflitos entre gatos, disputa por recursos ou demais questões sociais entre membros da casa;

· entre outros estímulos que promovam medo ou grandes alterações em sua rotina.

Mesmo citando estes exemplos de agentes que podem ser estressantes para os felinos em geral, devemos sempre considerar a individualidade de cada gato, algo que estressa um indivíduo pode não causar grandes impactos em outro. Por exemplo, a chegada de uma nova pessoa na casa pode ser estressante para um gato, mas nada estressante para outro. Os fatores que influenciam na capacidade de cada indivíduo em lidar com os agentes estressores estão relacionados a fatores como personalidade e experiências prévias.


Mas como identificar se meu gato está com seu bem-estar comprometido devido a algo que está estressando ele? Para esta resposta podemos considerar alterações físicas, fisiológicas e comportamentais. Na tabela abaixo voce pode conferir algumas evidências comportamentais que podem sinalizar que seu gatinho pode estar sofrendo por estresse.



Quando expostos aos agentes estressores de maneira prolongada, complicações clínicas e psicológicas podem surgir, atingindo a condição clínica e comportamental do gato. Alguns exemplos de efeitos do estresse na saúde física, mental e social do nosso gato estão demonstrados na tabela abaixo.


Se seu gatinho está passando por alguma das situações ou demonstrando alguma das alterações citadas acima, procure um médico veterinário e um comportamentalista felino, para lhe auxiliarem a identificar os possíveis agentes estressores e iniciarem tratamentos que envolvam os aspectos físicos e psicológicos das questões.


Uma dica para pessoas que possuem gatos filhotes é prepará-los para os desafios futuros. Gatos possuem um período enquanto são filhotes, chamado de período sensível, ou período de sociabilização. Quando apresentados a diferentes estímulos de maneira gradativa e positiva nesta fase, como: contato com pessoas diferentes, exposição a ruídos associados a momentos de brincadeiras e alimentação, transporte no carro, contato com outros animais, entre outros, tende a tornar o gato em um animal adulto mais confiante, com uma melhor flexibilidade em reagir a possíveis agentes estressores.


Adultos também possuem a capacidade de flexibilizarem seus comportamentos e existem condutas específicas e ideais para tratarmos cada caso, por isso, caso seu gatinho possa estar sofrendo por estresse, contem conosco, entre em contato com a gente na aba contato que teremos o maior prazer em auxiliá-los.



Dra Juliana Damasceno

Bióloga, mestre e Doutora em Psicobiologia

Fundadora da Wellfelis



Referências


AMAT, Marta; CAMPS, Tomàs; MANTECA, Xavier. Stress in owned cats: behavioural changes and welfare implications. Journal of Feline Medicine and Surgery, v. 18, n. 8, p. 577-586, 2016.


LANDSBERG, Gary M. et al. Handbook of behaviour problems of the dog and cat. Butterworth-Heinemann, 1997.


KARAGIANNIS, Christos. Stress as a risk factor for disease. Feline behavioral health and welfare, p. 138-147, 2015.

889 visualizaçõesEscreva um comentário

​​​WellFelis ​© 2016 | Comportamento Felino

  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • White YouTube Icon

(11) 94545-3526

contato@wellfelis.com.br

  • Black Facebook Icon
  • Black Instagram Icon
  • Black YouTube Icon